Ursula Nogueira

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Troca de técnico soluciona?

'Vamos apoiar e torcer para que tudo passe a dar certo'.

14/10/2019 às 06:43

O time que começou o Brasileiro almejando uma vaga na Libertadores e agora se preocupa com a zona da degola tem um novo técnico. Depois de conquistar quatro pontos em 33 possíveis, Atlético demitiu Rodrigo Santana. Para o seu lugar foi anunciado Vagner Mancini. Com ele, esta é a 18ª mudança de comando na série A em 2019. Mas será que esta é a solução para os problemas técnicos?

Em média, um treinador permanece seis meses em uma equipe na elite do futebol brasileiro. Os principais motivos desse tempo curto são eliminações e resultados negativos. É uma verdadeira dança das cadeiras.

Em Atlético e Cruzeiro, a vida tem sido mais curta em 2019. Pelo alvinegro já passaram Levir Culpi e Santana. Agora chega Mancini. No time celeste, Mano Menezes, Rogério Ceni e agora Abel Braga. Um troca-troca cansativo para a diretoria, comissão técnica, atletas e torcida.

Um dos campeonatos mais difíceis do mundo não pode suportar que um time tenha três comandantes em menos de um ano. Não há como manter um trabalho sem a sequência de planejamento e projetos. 
Como mudar uma equipe de uma hora para outra? 

A mudança no comando é para dar satisfação, principalmente para o torcedor, que paga para ir aos estádios. Os comandados precisam e devem tomar atitudes para que o "milagre" aconteça. A responsabilidade de uma equipe é de cada um dos componentes que se agrupam para uma vitória coletiva. Não se joga futebol sozinho. Mesmo para quem é o dono da bola. 

Não sou e nunca fui a favor das mudanças rotineiras de técnico porque o time perdeu uma sequência de jogos. O profissional chega e, por sorte ou não, a equipe consegue o que com o antecessor não conseguia. Ele vira o salvador da pátria. E logo em seguida perde outra sequência de jogos e já não é mais o querido do clube. Troca-se como se muda uma peça de roupa. Não deveria ser assim. Imagine você no seu emprego com um chefe a cada 4 meses... Difícil, né?

Montagem Itatiaia

A culpa não pode ficar nas costas só dos técnicos. Hoje ele serve e amanhã não. É claro que os jogadores/diretoria também estão infelizes com a situação crítica, financeira, técnica e administrativa que os times vivem. O que sabemos é que a diretoria quer e busca a solução em todo o tempo. 

Chamem a responsabilidade e ajam para que o cenário mude. Todos. Sem exceção. Jogadores, treinadores, comissão técnica, diretoria e os demais envolvidos. Se as atitudes não estão dando certo é hora de mudar o rumo das decisões e da prosa. 

Verdade que todos estão buscando uma solução para que o seu respectivo time saia da crise que assombra o futebol mineiro. Vamos apoiar e torcer para que tudo passe a dar certo.

Fotos de Bruno Haddad/Cruzeiro e reprodução Twitter

 

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