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Sette Câmara sugere campeonato sem o Flamengo: ‘Acha que é melhor que todo mundo’

A posição do mandatário ocorre em meio a postura do rubro-negro carioca de acionar a Justiça comum para tentar impedir a realização da partida contra o Palmeiras

Por Redação, 27/09/2020 às 16:51
atualizado em: 28/09/2020 às 11:26

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Foto: Bruno Cantini / Atlético
Bruno Cantini / Atlético

A decisão do Flamengo de acionar a Justiça comum para tentar adiar a partida contra o Palmeiras, que é disputada na tarde deste domingo após vasto impasse judicial, foi alvo de críticas do presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara. Após se pronunciar nas redes sociais sobre o assunto, o mandatário concedeu entrevista exclusiva à Itatiaia e lamentou, duramente, a conduta do clube rubro-negro.

“Eu acho que está na hora de o futebol tomar alguma medida. O Flamengo acha que é melhor que todo mundo. Ele é apenas mais um clube que participa do Campeonato Brasileiro. Os 19 clubes estão alinhados, ao meu sentir. Se o Flamengo quiser ele faz o campeonato dele sozinho. E nós fazemos o nosso sem o Flamengo. Não vai fazer falta nenhuma”. 

De acordo com Sette Câmara, todos os outros 19 clubes brasileiros estão alinhados com a postura da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) favorável à manutenção da partida. “O Atlético entende que não pode estar emparceirado com um clube que age desta forma, entendendo que tem uma liderança, uma diferença, ou o que está à frente de outros clubes do futebol brasileiro, não está. Esta soberba não vai prevalecer”, alega. 

“O Atlético está acompanhado de muitos outros clubes e da própria CBF no sentido de que a medida judicial forjada pelo Flamengo, através deste sindicato, presidido por um funcionário deles, para adiar o jogo contra o Palmeiras, não tem o menor fundamento e o Flamengo tem que responder na área esportiva por isso. Eu acho que a aplicação da pena, ainda não estudei a fundo, é o banimento do campeonato e o rebaixamento automático para série B”, completa.

Entenda o caso

A decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) foi desfavorável ao Flamengo para adiamento da partida. Contudo, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro determinou a suspensão do confronto.

A CBF recorreu da primeira sentença, ajuizando um mandado de segurança, mas a desembargadora Maria Helena Motta, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), negou neste o pedido de reconsideração. A CBF apelou ao órgão superior para garantir o confronto e, ao mesmo tempo, evitar uma possível paralisação do Brasileirão.

O despacho do TST alegou que decisão do TRT só poderia valer se o jogo fosse no Rio de Janeiro. Como estava marcado para São Paulo, garantiu a realização da partida, que começou com atraso às 16h22.

O Flamengo travou enorme batalha jurídica para não entrar em campo. Apresentou laudos médicos e apelou até ao Sindicato dos Atletas Profissionais. Peças importantes do elenco estão infectados com a covid-19, mas a doença não mexeu em outros jogos e presidentes de outros ameaçaram paralisar o campeonato e até cobraram punições caso o clube rubro-negro não cumprisse o regulamento que assinou.

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